29 de dezembro de 2013

TOP 10 - TRILOGIAS DO CINEMA

Gosto de assistir a um bom filme. De preferência, os filmaços mesmo, daqueles que a gente se sente vivenciando todas as cenas e se esquece da hora. Neste universo cinematográfico, uma coisa que sempre curti são as trilogias. Por "trilogia", entendo ser aquele conjunto de 3 filmes interligados entre si, com começo, meio e fim. Ou seja, a gente precisa assistir ao conjunto da obra para entender a trama toda.

Aproveito este espaço para postar uma lista das 10 trilogias cinematográficas que mais curto. Sim... é o meu TOP 10. Ou seja, não estou me baseando em pesquisas de revista nenhuma, de blog nenhum, de enquete nenhuma; apenas em meu gosto pessoal mesmo.

Essa lista está rigidamente desorganizada por ordem de preferência. Não sei qual destas indicações eu gosto mais e qual gosto menos. Talvez, "TOP 10" nem seja a designação exatada deste post... mas, enfim, segue:


TRILOGIA - THE DARK KNIGHT

Sei que mencionei lá em cima que não estava organizando nada por ordem de preferência... mas confesso que The Dark Knight é a minha trilogia favorita no momento. Tanto, que fiz até um post só pra falar dessa obra épica de Christopher Nolan. Depois de anos assistindo a tanta farofada com o morcegão nos cinemas, finalmente tiveram a decência de transformar esta figura mitológica dos quadrinhos em uma adaptação cinematográfica de respeito. O Batman de Nolan não tem tetinhas salientes na armadura, não tem batcard de crédito e não mora numa cidade cheia de gárgulas risonhas. É um heroi humano! Meio atormentado e solitário, é verdade... mas humano. E convincente. Você quase consegue imaginar um cara desses andando nas ruas e surrando marginais.

Além disso, os três filmes trazem sequências de cenas de ação alucinantes, trazem roteiros bem amarrados, trazem atores que realmente dão tudo de si em suas respectivas atuações, trazem efeitos especiais convincentes... enfim, trazem de tudo o que um bom filme de ação pode trazer. Eu até poderia escrever muito mais sobre o assunto, mas prefiro remeter o leitor àquele post exclusivo lá. É só clicar AQUI.


TRILOGIA - O SENHOR DOS ANEIS

É impossível falar de trilogias cinematográficas sem mencionar o épico dos épicos, o senhor de 17 oscars, O Senhor dos Aneis. Baseado na saga literária homônima de J.R.R. Tolkien, a trilogia conta a história de Frodo Bolseiro, um hobbit pacatão que recebe a missão de destruir um anel forjado nas Fendas da Perdição pelo Senhor do Escuro, Sauron. O problema é que o tal "Um Anel" é indestrutível... a menos que seja jogado no fogo da própria Fenda da Perdição (justamente o lar do espírito de Sauron). A missão, é claro, não será nada fácil. Sauron quer o tal anel a todo custo para restaurar seu poder sobre o mundo e vai colocar seu exército do mal no encalço do pequeno hobbit. Para cumpri-la, Frodo terá de percorrer meia Terra Média, enfrentando perigos os mais bizarros e, pra piorar, tendo como guia um bicho um tanto feio e traiçoeiro de nome Sméagol. Em compensação, contará com a ajuda da "Sociedade do Anel" composta por um elfo, um anão rabugento, o mago Gandalf e o príncipe Aragorn... além, é claro, de seu fiel escudeiro Sam Gamgi.

Senhor dos Aneis é uma trilogia de arrepiar! Fotografias memoráveis, roteiro muito bem adaptado, efeitos especiais de alucinar, maquiagens e figurinos surreais... tudo é feito pra arrebatar os nossos sentidos e nos fazer viajar na Terra Média, acompanhando o pequeno Frodo em sua missão, enfrentando orcs e fugindos dos terríveis Nazgûl (os Guardiões do Anel) pelo caminho.


TRILOGIA - BOURNE

Jason Bourne é uma máquina de matar. É só isso o que sabemos, no início da franquia. Ele é resgatado do mar por algum motivo que não se lembra e começa a ser perseguido por pessoas que não conhece. Aliás, Bourne sequer sabe quem é, o que faz para sobreviver, de onde vem, para onde vai; não sabe de nada! Exceto uma coisa: é uma máquina de matar. Ele pula de país em país tentando descobrir sua verdadeira identidade... e, quanto mais se chafurda neste emaranhado de conspirações, segredos do governo, traições e conflitos internos entre agências de inteligência, mais perigosa vai ficando a empreitada.

A grande sacada desta trilogia foi apresentar ao espectador um agente secreto bem diferente do que estamos acostumados a ver nos cinemas (leia-se James Bond). Jason Bourne não é apenas um assassino altamente treinado. É um ser humano. Um cara que tenta se relacionar com as pessoas, amar uma mulher e descobrir o que é certo e o que é errado. E é isso o que liga o espectador desde o primeiro filme da franquia até o "Ultimato". Como Jason, queremos saber quem é Bourne e ainda nos divertimos com as cenas de ação praticamente ininterruptas.

Mas é claro que uma franquia que rendeu algumas centenas de milhões de dólares aos seus produtores teve de ser estragada com uma "continuação". Assim, das cinzas da ganância Hollywoodiana, nasceu "O Legado Bourne". Filme de ação até bacaninha, vá lá, mas o fio da meada foi completamente perdido. Com o "Ultimato", já sabemos quem é Jason Bourne e quais os seus verdadeiros motivos. Sabemos até o seu verdadeiro nome. Não há mais razão para a franquia continuar rendendo alguma coisa. Mesmo assim, os caras bateram o pé e apresentaram uma "sequência" que, sequer, é uma sequência, tamanha a disparidade com os três primeiros filmes da franquia. De qualquer forma, a trilogia Bourne permaneceu inalterada. Tem um começo, um desenvolvimento e um fim. O resto é o resto.


TRILOGIA - DE VOLTA PARA O FUTURO

Essa trilogia é de deixar saudades. Uma franquia que marcou a infância de toda uma geração oitentista. Não há como falar do De Volta Para o Futuro sem se lembrar das cenas hilárias de Marty McFly, um adolescente tímido e pacato, tocando Johnny B. Goode num baile bem lá do passado, andando de skate voador improvisado, no futuro e, até, fugindo de índios peles vermelhas em pleno Velho Oeste. Toda a confusão começa quando um cientista maluco, o dr. Emmett Brown, criou uma máquina do tempo adaptada em um carrão DeLorean e mete o pobre Marty McFly numa viagem experimental ao passado. O problema é que, para viajar no tempo, o DeLorean precisa de plutônio como combustível... e não vai ser fácil encontrar uma coisa dessas no distante ano de 1955. Pra voltar a 1985, só mesmo com a ajuda do próprio dr. Brown do passado, ainda começando seu experimento com o capacitador de fluxo (não vou falar o que é!). Um outro probleminha é que qualquer coisa que Marty McFly faça no passado tem consequências - desastrosas - no futuro. E dá-lhe outras viagens no tempo, para o futuro, para o passado, para o presente, de volta para o futuro e de volta para o passado, tudo para consertar pequenas falhas que acabaram gerando grandes mudanças no curso da história. Para piorar, McFly tem ao seu encalço o ganancioso Biff Tannen, um sujeito fracassado no passado, que acaba se tornando rico e poderoso no futuro graças a um deslize da dupla McFly e dr. Brown. Não sou narrador de Sessão da Tarde, mas essa dupla do barulho causa muitas confusões com sua máquina do tempo.

Pela originalidade da trama, pelas cenas hilárias e criatividade dos roteiristas, De Volta Para o Futuro é uma das melhores trilogias de ficção científica já produzidas. Uma saga que agrada a crianças e adultos, tanto no passado (o distante ano de 1980, quando tudo começou), quanto no presente e, certamente, no futuro.


TRILOGIA - O EXTERMINADOR DO FUTURO

Por falar em idas e vindas ao passado e ao futuro e das consequências que ações do passado desencadeiam sobre o futuro, segue a trilogia O Exterminador do Futuro. Temos aqui um ciborgue fortão, do ano de 2029, dotado de inteligência artificial, transportado ao passado (ao ano de 1984, pra ser exato) com uma missão: matar John Connor enquanto o cara ainda é um moleque indefeso. Por quê? No futuro, os robôs, sob comando do supercomputador Skynet, travarão guerra contra os humanos, e John Connor, já crescidinho, será o maior líder da resistência humana. Só que o primeiro exterminador acabou falhando graças à garra e à coragem de Sarah Connor, mãe do garoto messiânico, com uma mãozinha do soldado Kyle Reese. As máquinas, porém, não descansam e vão enviando ao passado outros exterminadores, cada vez mais fortes e tecnologicamente mais avançados. O John Connor do futuro (ou sua esposa), porém, não se dá por rogado e também envia o seu próprio exterminador para proteger a si mesmo no passado. A partir daí, é só ação! Chegam a ser hilárias as cenas de lutas entre os dois exterminadores - o enviado pela Resistência de John Connor contra o da Skynet. Por serem robôs, não sentem dor, não mudam a expressão facial e sequer dão um gemido. Só se batem e se destroçam aos pouquinhos sem nenhuma expressão de dor.

A trilogia rendeu uma sequência um tantinho medíocre: O Exterminador do Futuro: A Salvação, com Christian Bale no papel de John Connor e até com um Arnold Schwarzenegger criado por computador fazendo uma pontinha. Só que esta "sequência" se passa no futuro mesmo, com John Connor liderando os humanos. Já não temos as lutas entre exterminadores, já não se vê o propósito original dos exterminadores, tanto de detonar John Connor de um lado, quanto de impedir o sucesso da Skynet de outro. Sequer chega a ser uma sequência, enfim.


TRILOGIA - TOY STORY

Sabe o que acontece quando você deixa seus brinquedos sozinhos no seu quarto para ir cuidar de seus afazeres? Eles criam vida, é claro; brincam entre si e se metem nas mais incríveis confusões. Depois, voltam aos seus respectivos lugares e permanecem imóveis, quando você aparece no seu quarto de novo. É essa a ideia simples por trás da trilogia Toy Story, considerada a primeira animação por computação gráfica da história e uma das melhores trilogias infantis já produzidas. A tal história dos brinquedos se desenrola quando Andy, um garoto que adora brincar, especialmente com seu boneco Woody, recebe um novo boneco muito mais equipado e divertido: o patrulheiro espacial metidão Buzz Lightyear. Com tantos apetrechos, incluindo voz sintetizada, asas retráteis e uma luzinha vermelha simulando raio laser, Buzz acaba desbancando Woody do posto de favorito do Andy. E é claro que acaba rolando a maior rivalidade entre os dois bonecos. Woody chega até a armar uma emboscada contra Buzz, mas o tiro sai pela culatra e, no fim, Buzz acaba se metendo na maior encrenca, cabendo a Woody salvá-lo.

Enquanto os brinquedos se divertem por aí, Andy vai crescendo a cada dia... até que chega a hora de ir para a faculdade. Daí, nasce o dilema: o que fazer com seus brinquedos? Joga-los-á no lixo ou guarda-los-ia no sotão? Estarão essas mesóclises corretas, professor Pasquale? De qualquer forma, por engano, os brinquedos acabam indo parar numa creche bizarra e não vai ser nada fácil se livrar de tantos pestinhas babentos. Vou te contar um segredo, promete não espalhar? Eu chorei no fim da história dos brinquedos. Muito comovente!


TRILOGIA - MATRIX

O que é a Matrix? Um computador? O domínio das máquinas sobre os humanos? Uma geradora de ilusões? Um pouco de tudo, talvez. O fato é que você deve saber que a realidade que vivenciamos é uma ilusão criada por computadores para nos manter em estado de dormência enquanto as máquinas sugam nossa energia vital para se manterem. E que a triste realidade é que não passamos de pilhas dessas máquinas num futuro imerso em trevas. Somente engolindo aquela pílula vermelha fornecida pelo enigmático Morpheus é que podemos nos despertar para a realidade "real". E é isso mesmo o que Neo resolve fazer, engolindo a pílula vermelha e despertando dentro de uma cápsula de vidro empastelado de tubos por todo o corpo. No fim, tudo o que está realmente acontecendo é uma luta entre máquinas e humanos. Só não percebemos isso, pois estamos todos dormindo em cápsulas de vidros servindo como pilhas para as máquinas. Simples assim.

No futuro apocalíptico da trilogia Matrix, há os humanos que alimentam as máquinas sem saber e os humanos que resistem às máquinas. Muitos destes estão em Zion, uma sociedade quase neanderthal, comparada ao poderio tecnológico das máquinas. E esse povo acredita que, um dia, um "Escolhido" os livrará do domínio das máquinas. Pode ser que este "Escolhido" seja Neo, quem sabe? A partir daí, temos um emaranhado de filosofia e ideologias religiosas misturadas a muitas e muitas cenas de ação. Tudo para salvar a humanidade de seu estado mental dormente e livrar Zion das garras das máquinas.

Grande parte do sucesso da trilogia Matrix se deve ao primeiro filme. Mas grande parte mesmo! Foi ele que iniciou uma revolução tecnológica nos cinemas, com seus efeitos especiais até então inéditos. O roteiro é tão viajado e criativo que acabamos "comprando" a ideia maluca dos irmãos Wachowski. Já o segundo filme não deixa de ter cenas de ação, mas muito mais forçadas e desnecessárias. Há partes em que Neo parece mais um personagem de video-game de tanta farofada. O terceiro, por fim, foca na luta entre os humanos e as máquinas e já não apresenta nada de novo (exceto um golpe mega-combo-power que Neo desfere no rosto do agente Smith, talvez). Mesmo assim, vale - na minha opinião - perder algumas horas de vida assistindo à trilogia e entendendo que nossa realidade é, na verdade, uma ilusão criada pelo sistema.


TRILOGIA - O HOMEM-ARANHA

Poucos super-herois têm o carisma necessário para nos fazer identificar com eles. Alguns são poderosos demais; outros, ricos demais, patriotas demais, altruístas demais. Mesmo que seja possível acreditar em um homem com super-poderes, é difícil nos convencer com super-herois que não falham. Seres humanos super poderosos obstinados por uma única causa exclusivamente altruísta (salvar o mundo, por exemplo) também não são muito críveis.

Se você não entendeu nada do que eu quis dizer até agora, creio que realmente me embromei. O fato é que o Peter Parker é um garoto como qualquer outro de sua idade, cheio de sonhos e enfrentando uma série de dificuldades, principalmente financeiras. O cara é timidão, não sabe chegar nas minas e não tem lá muitos amigos. E, quando foi picado por aquela aranha radioativa ganhando alguns super-poderes, como lançar teias orgânicas dos pulsos e escalar paredes, resolveu se tornar um super-heroi, sim... mas não deixou de tentar tirar algumas vantagens com isso (vender fotos de si mesmo para um certo editor de jornal, por exemplo). É o que nos apresentou Stan Lee, com o Homem-Aranha dos quadrinhos, e o diretor Sam Raimi, com a trilogia Homem-Aranha nas telonas; um super-heroi humano, sujeito a falhas, com emoções à flor da pele, que ama, que odeia, que enfrenta a vida como um ser humano comum, embora dotado de um senso de justiça um pouco acima da média.

Enfim, tudo começa com a picada de uma aranha radioativa que torna Peter Parker um mutante. O garoto aprende que "com grandes poderes vêm grandes responsabilidades", mas não dá a mínima pra isso... até que seu tio Ben é assassinado por um vilãozinho pé-de-chinelo. A partir daí, Parker se torna o heroi que conhecemos hoje, escalando paredes e prendendo bandidos com sua força "proporcional à uma aranha". Será que Peter é capaz de segurar a onda dos super-criminosos que querem tomar conta da cidade e, ainda, manter a sanidade e proteger as pessoas que ama sem ser seduzido por seus "grandes poderes"? Norman Osbourn não conseguiu, nem o doutor Otto Octavius, que preferiram usar seus poderes para o mal. E Harry Osborn, o melhor amigo de Peter Parker, quase seguiu por este caminho também. Quase...


TRILOGIA - STAR WARS

Falar da trilogia original de Star Wars é recorrer a alguns clichês de sempre. Ou seja, em primeiro lugar, é praxe explicar a importância da saga na história do cinema como filmes que marcaram toda uma cultura nerd, influenciando praticamente todos os filmes de ficção científica que se seguiram (ou, pelo menos, aqueles que exploram a ideia de naves espaciais confrontando alienígenas em pleno espaço sideral). As batalhas épicas entre as naves da Aliança Rebelde e os soldados do Império Galáctico; as lutas entre jedis e siths, com seus sabres de luz; os personagens memoráveis (como o simpático robô R2-D2 e o atrapalhado ciborgue C-3PO); os efeitos especiais até então inimagináveis (vale ressaltar que o primeiro filme da trilogia original é de 1977! 1977!!) e, até mesmo, aquela ideia maluca de que tudo é regido por uma "Força" onipresente, que possui um lado bom e um lado negro, torna a trilogia original uma das mais bem sucedidas da história.

O curioso é que Star Wars abre a trilogia no episódio IV (Uma Nova Esperança), seguido dos episódios V (O Império Contra-Ataca) e VI (O Retorno de Jedi). Ou seja, o filme de 1977 não é, exatamente, o começo da saga. Anos mais tarde, lançou-se as prequelas... de nível técnico e qualidade bem inferiores aos da trilogia original, contando a história do malvadão Darth Vader. Uma nova trilogia está sendo escrita, desta vez a ser produzida pelos estúdios Disney, que arrebataram os direitos sobre a saga por "apenas" 4 bilhõezinhos de dólares.

Mas é na trilogia original que Star Wars chegou chegando. O império está sob domínio de Palpatine e alguns guerreiros, não concordando com a ditadura então imposta sobre a República Galáctica (que, agora, se tornou um Império), formam a Aliança Rebelde. Para destruí-los, o lord sith Darth Vader começa a construir a gigantesca espaço-nave "Estrela da Morte". Tentando impedir a empreitada, a princesa Leia esconde os projetos da "Estrela da Morte" no droide R2-D2 que, depois, é adquirido num mercadão por Luke Skywalker. Ao limpar o robô, Luke acaba acionando uma mensagem holográfica em que a princesa Leia implora por socorro a um tal Obi-Wan Kenobi. Esse cara - seguido, depois, por mestre Yoda - é quem treinará Luke Skywalker para ser o jedi que liderará a Aliança Rebelde numa guerra contra o Império Galáctico.

Com roteiros bem amarrados, cenas de ação de tirar o fôlego e todo um universo de droides e alienígenas próprio, a trilogia original de Star Wars continuará marcando gerações e gerações de espectadores. Mesmo quem jamais tenha assistido a quaisquer dos episódios (recém-nascidos e habitantes do planeta Marte, por exemplo), já presenciou alguns de seus elementos nos cinemas, com os filmes de ficção mais atuais que, de uma forma ou de outra, vão se inspirar na mesma fonte. O Império Galáctico foi destruído... mas até quando? Que a "Força", agora, esteja com a Disney. E que venha uma trilogia superior ao das prequelas, pelo menos.

TRILOGIA - O PODEROSO CHEFÃO

O Poderoso Chefão é uma trilogia sobre a máfia. Não apenas sobre a família Corleone, que começou do zero e foi se ascendendo no mundo do crime até se tornar uma das famílias mais poderosas da Itália. Mas um filme sobre o submundo do crime nas décadas de 40 e 50. É, também, uma das trilogias mais premiadas da história do Oscar, com estatuetas de "melhor filme" para os três da saga, seguidas de "melhor roteiro adaptado" (a trilogia se baseia numa obra literária homônima de Mario Puzzo), "melhor ator", "melhor trilha sonora", "melhor direção", melhor tudo! A única mancha na reputação foi um Framboesa de Ouro concedido à Sofia Copolla como "pior atriz coadjuvante".

A trilogia conta a saga de "Don" Vito Corleone, um homem que considerava a família seu bem mais precioso e trabalhava duro para ganhar a vida, legal e ilegalmente. Após assassinar um mafioso que exigia dos comerciantes parte de seus ganhos, a fama de Vito cresce... e seu poder também. Curiosamente, essa história toda é contada no segundo filme da saga, numa quebra cronológica muito interessante. No primeiro, Vito Corleone já é o velhão maioral da máfia, mas recusa uma proposta indecente de uma outra família de mafiosos e é baleado nas costas numa emboscada, sendo socorrido por seu filho mais novo, Michael Corleone. Michael, até então, era alheio aos negócios da família. Mas as circunstâncias acabaram por impulsioná-lo a ser o futuro "Don Corleone". E acaba se revelando um chefão ainda mais poderoso, violento e implacável do que seu pai, não poupando sequer um de seus irmãos que o traiu... até que, com a idade chegando e diversos problemas pessoais e familiares sem solução, Michael acabe por perder sua mulher, seus filhos, sua dignidade e sua reputação, até se tornar uma caricatura insignificante do que foi no passado e terminar sua carreira apenas mantendo uma fundação beneficente.

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E termino por aqui meu TOP 10: Trilogias Cinematográficas. Gostaria muito de citar Piratas do Caribe nesta lista, que são três filmes que curto pacas... mas a sequência, "Navegando em Águas Misteriosas", estragou a ideia. Citaria, também, Blade, Carga Explosiva, Jurassic Park e até A Hora do Rush... mas são franquias que podem render outros filmes. Minha ideia era trazer trilogias mesmo, com começo, meio e fim fechado e lacrado. E quase excluí deste post as trilogias Bourne, Exterminador do Futuro e até mesmo Star Wars, pelas sequências desastrosas produzidas. Além disso, numa lista de 10 itens, não tem como não deixar algumas coisas bacanas de fora!

Mas espero que todos tenham curtido o post e que fiquem à vontade para sugerir outras trilogias bacanas. Quem sabe, isso ainda não renda uma outra postagem.

25 de dezembro de 2013

BATIMA - FEIRA DA FRUTA

Bátima Feira da Fruta é uma zoação sobre um episódio da série clássica do Batman (aquele barrigudo dos anos 70), com uma redublagem caseira e extremamente amadora carregada de palavrões e diálogos totalmente fora de contexto. O trampo era tão ruim, que a boca dos atores nem sempre se mexiam enquanto "falavam". Pra piorar, emendaram uma "trilha sonora" nada a ver tocando continuamente, sem parar. Era a "Feira da Fruta", do grupo antigão de forró Capote.

Apesar de produzido lá pelos idos de 1990, o vídeo continua arrancando risadas da nerdaiada (inclusive as minhas), como se pode conferir abaixo. Mas, antes de sentar o dedo neste play, um aviso muito importante: para cada 3 frases proferidas, 2,99 são palavrões! Então, obviamente não se recomenda uma coisa dessas para menores de 18 anos; mas, como eu duvido que o vídeo em questão já não tenha sido assistido pela molecada "di menor" vidrada em YouTube, lá vai a bagaça:



(clique AQUI para assistir à bagaça no YouTube)

Mas a tosquice não acaba aí, não. Uma equipe de malucos resolveu adaptar o clássico à mídia quadrinhística, reunindo uma trupe de cartunistas talentosíssimos em que cada um cuidou de um pedaço da história. A ideia foi veiculada nas redes sociais e neste blog aqui:

http://batimahq.blogspot.com.br

Vale demais a visita ao blog, especialmente pela variedade de estilos, traços, cores e interpretações. Saquem só essas páginas aí debaixo para ter uma ideia básica do que estou falando. Não quero ser um feira da fruta, mas me arrisco dizer que Bátima ficou ainda melhor nos quadrinhos.