8 de outubro de 2014

OS MÁGICOS DE MICKEY

O universo Disney é, sem exageros, o mais rico das histórias em quadrinhos. Não pelos personagens em si, mas pela liberdade que seus produtores concede aos roteiristas e desenhistas de sua grade. Muitas vezes, o desenhista já é o roteirista de suas próprias histórias, podendo trabalhar com os personagens com sua visão criativa particular, ainda que incoerente com outros arcos. Alguns, por exemplo, tomam o pato Donald como o personagem mais atrapalhado da Disney, enquanto outros preferem exagerar no Pateta. Tio Patinhas pode ser mais turrão nas mãos de um roteirista e mais coração-mole nas mãos de outro. E assim também com Mickey, Clarabela, Horácio, Margarida, até mesmo os vilões João Bafo-de-Onça, Mancha Negra, Maga Patalojika e Metralhas. Mantém-se os clichês e características mais marcantes de cada personagem e trabalha-se os demais elementos da personalidade de cada um como convém à história.

Foi assim que grandes nomes dos quadrinhos, como Carl Barks, Giorgio Cavazzano e Don Rosa, surgiram dentre milhares de desenhistas deste mesmo universo disneyano. Seus traços e suas visões particulares sobre os personagens mais importantes tornam cada história um evento único, pessoal e diferente das demais. O Tio Patinhas de Don Rosa é o mais turrão de todos, enquanto o pobre Donald é o mais achincalhado. Giorgio Cavazzano destaca mais o caráter heroico e multifacetado de Donald, especialmente nas histórias do Superpato. E Carl Barks seria, praticamente, um sucessor criativo do próprio Disney, uma vez que deu origem a quase todos os demais personagens patos, depois do Donald.

Mas, no quesito liberdade criativa e mudança radical de origens, nada supera Os Mágicos de Mickey. Pelo menos, do que conheço de HQs Disney, essa série é a que mais chama a atenção dos fãs em releitura de personagens e do próprio universo de histórias. Pra começar, os personagens não interagem na velha Patópolis, a metrópole fundada por Cornélius Patus; mas Miceland, uma terra mística, de séculos passados, tomada pela magia e habitada por magos e seres místicos, especialmente dragões. Há um contexto todo diferente aqui, um mundo novo com povos, reinos, vilões, herois, desafios estratégicos e muita aventura. Os personagens, então, estão quase irreconhecíveis! Pateta, por exemplo, é um mago inteligente e muito mais perspicaz do que sua própria versão clássica. Donald é o alívio cômico da saga, o mais abobalhado e azarado de todos. Mickey assume uma personalidade adulta, madura, nascendo para ser um mero aprendiz de mago para acabar como líder e mago supremo.


Na primeira saga, resumidamente e tomando cuidado para não soltar alguns spoilers, Mickey, ainda como aprendiz de feiticeiro, fica incumbido de proteger um cristal mágico enquanto seu mestre parte numa missão. O cristal, no entanto, é afanado por um vilão bem conhecido entre os fãs de quadrinhos Disney, e Mickey se mete numa aventura improvável em busca do objeto, chegando a participar de um grande duelo entre magos. Para isso, se une aos feiticeiros Pateta e Donald, surgindo assim a equipe Os Mágicos de Mickey.

Na segunda saga, ainda melhor e mais movimentada do que a primeira, Mickey se torna um mago supremo, o líder de Miceland, portador de uma coroa mágica capaz de atender à qualquer pedido. Tudo estava indo bem, até que, por acidente, nosso heroi liberta um antigo inimigo deveras poderoso. Para vencê-lo, une-se novamente aos seus velhos amigos em busca de peças de uma armadura mística que, unidas, formam um robô gigante parecido com aqueles das séries japonesas.

A parte chata é que Os Mágicos de Mickey nasceu para ser uma história seriada, em que o leitor era obrigado a adquirir várias revistas Disney para completar a história toda. Azar o meu, por exemplo, que havia pegado o bonde andando, no segundo arco e praticamente pela metade, sem me conformar por não ter lido o restante da história... até que, para miiiiinha alegria, a Editora Abril fez o enorme favor de lançar as duas temporadas completinhas em dois tijolões: o Disney Jumbo 3 (com a primeira história) e o Disney Jumbo 4 (com a segunda).


Imagine só qual não foi a emoção deste leitor voraz de quadrinhos Disney ao conhecer o início da saga, lendo cada página com lágrimas nos olhos e o coração pulsando como que num início de taquicardia! Ok! Estou exagerando! Mas não vou negar que adorei a surpresa. Cada uma das histórias ocupa, no mínimo, 40% das mais de 500 páginas dos respectivos tijolões; mas a gente lê sem perceber o tempo passar.

Tem gente que acha caro pagar dezessete "dilmas" numa HQ, mas garanto que só as sagas Os Mágicos de Mickey I e II valeriam até mais. Ainda dá pra encontrar essas "revistinhas" em sebos e sites por aí... e, se for o caso, caro leitor, não titubeie! Compre sem olhar o preço! Não importa se você curte quadrinhos Disney ou não. Se é fã de Caverna do Dragão, RPG, Senhor dos Aneis, Harry Potter e até de Jaspion e seu gigante guerreiro Daileon, essa história é pra você mesmo!

7 de outubro de 2014

TIRINHAS POLÍTICAS

O garoto Mutum é uma criança ainda, mas entende bem das nuanças da política brasileira.

E, já que estamos em ano eleitoral e o assunto principal nas redes sociais e na mídia em geral é a política, selecionei algumas tirinhas deste personagem que só quer saber de se divertir... mesmo na hora de falar sério!
















E isso é só, pessoal. Na hora de votar, não se esqueçam de levar título eleitoral, documento pessoal com foto e a consciência de estar diante de um deve cívico e que o futuro deste país depende de você.